O Blog do Ballet contém informações garimpadas ao longo de uma vida toda dedicada à dança.
Hoje o ensino da dança quebrou fronteiras e você pode se tornar uma aluna ou aluno meu. Conheça nosso programa de ensino à distância:
www.estudiorenatasanches.com.br
whatsapp (11)4562-9781
Oi bailarinas! Pro Renata voltou para dar mais uma dica pra vocês!
Tinha prometido falar sobre o jeté em duas partes. A primeira parte está nesse post aqui. Agora, vamos falar sobre a segunda dica!
Vocês já viram como deve ser a postura de uma bailarina (rotação do en dehor, caixas alinhadas, “zíper” fechado…) e que ela deve ser mantida durante a barra inteira.
Porém, uma dificuldade muito comum entre bailarinas iniciantes é a de separar os movimentos do quadril e da perna. Muitas vezes a bailarina “engessa” a articulação quadril-perna, e durante o jeté o quadril é elevado e a coluna entortada enquanto a perna se move.
Para corrigir essa dificuldade, muitas professoras dizem para “não sambar” e para “travar o quadril”. Na verdade, o que devemos fazer é soltar essa articulação. A articulação coxofemoral tem o acetábulo da bacia (região côncava), na qual é encaixada a cabeça do fêmur (ou seja, a perna). Se essas duas partes ficarem “grudadas” e movemos tudo de forma engessada, o quadril vai subir e descer conforme a perna se mexe. Devemos estabilizar o quadril e soltar apenas a perna. É um trabalho de consciência corporal para liberarmos a perna para fazermos o grand battement com o quadril encaixado.
Como disse anteriormente, muitos passos derivam do tendu, e o utilizam durante sua execução.
O jeté é "primo" do tendu, a única diferença é que ele sai um pouquinho do chão.
Existem vários tipos de jeté no ballet, mas quando estamos na barra, dizemos jeté para nos referirmos ao petit battement jeté.
Para a sua execução, devemos passar todos os nossos dedos no chão até esticá-los (posição de ponta do pé),
como uma língua lambendo o piso, para então elevar um pouco o pé no ar.
O caminho de volta é feito da mesmo forma, colocando a ponta dos dedos suavemente no chão e fechando a perna "lambendo" o piso com os dedos.
Quando você faz o jeté corretamente, arrastando os dedos na ida e na volta, ele faz um barulho de vassourinha varrendo o chão.
Assim, para fazer o jeté, rode o en dehors, faça tudo como no tendu e mais a vassourinha!
Neste vídeo demonstro tudo:
quarta-feira, 29 de maio de 2019
Postura correta na barra
A primeira dica que eu quero dar pra vocês que estão começando o ballet agora é sobre qual a postura correta quando estamos na barra. Talvez as professoras não falem isso no primeiro dia, ou deixem de passar essa informação, apesar de ser muito importante! Então, qual a postura correta na barra? Quão perto ou longe dela devemos ficar?
Não podemos ficar muito próximos à ela, com o corpo colado na barra e o ombro para cima, nem muito distantes, com o corpo torto. Devemos ficar bem alinhadas e encaixadas, não muito perto nem muito longe da barra, posicionando o braço da barra à frente do nosso corpo (se o colocarmos muito perto, perdemos espaço). Além disso, a mão não deve se enroscar na barra, pois assim criaremos o costume de manter a mão de “play-mobil” , “segurando uma maçã”. Na “mão de bailarina” correta, o dedão deve ficar escondido atrás do terceiro dedo. Nesta mesma posição, depositamos levemente a mão sobre a barra.
Queridos alunos,
Atendendo a pedidos vou postar aqui, de uma maneira mais ou menos ilustrada, quais são os passos que vocês irão fazer na barra. Os movimentos (ou exercícios) são realizados na mesma ordem, em qualquer nível técnico em que você se encontre. O que vai mudar é o nível de dificuldade e as sequências de cada um deles. Essa ordem é pré estabelecida e é a mesma em qualquer lugar do mundo.
Dança é arte. Para realizar essa arte usamos nosso corpo como instrumento. Para afinar esse instrumento os bailarinos precisam de força, alongamento, condicionamento, além da interpretação e da técnica (entre outras coisas). O trabalho corporal consciente inicia com o aquecimento (ou movimentação das articulações com a finalidade de levar sangue aos músculos para prepará-los). Depois vem o alongamento. Estamos falando de alongamento suave, com a finalidade de dar elasticidade aos músculos. Então chegou a hora do trabalho técnico, de força e ensaios. Ao final de tudo, podemos fazer o alongamento mais puxado, com a finalidade de aumentar sua amplitude dos movimentos e por fim, o relaxamento.
Vamos falar agora especificamente sobre a barra de ballet.
0- Aquecimento (movimentos de alternância dos pés, rotações de cabeça, por de bras, etc são feitos nesse momento.
Plié
Tandu
1- Plié: flexão. Este é um dos movimentos mais importantes e necessários para a técnica do ballet. Primeiro exercício executado na barra, consiste numa pequena ou profunda flexão dos joelhos (demi ou grand plié), que é executada em todas as posições fundamentais. Aprendemos o plié no baby class e o fazemos por toda a vida. Alguns maitres dizem que conhece-se uma bailarina ao ver o seu plié.
2- Tandu: esticado. (Battement tendu). afastar a perna em exercício da outra perna, na direção desejada, arrastando o respectivo pé (glissé). Levantar primeiramente o calcanhar, em seguida a planta do pé, conservando a ponta apoiada no chão. Pernas e pés completamente esticados (degagé). Volta pelo mesmo caminho (joelho completamente estendido!!!). Pode ser executado em qualquer direção, nas 1a, 2a e 3a posições.
3- Jeté: atirado.(petit battement jeté). Jeté define o movimento de atirar a perna com energia, sempre esticada. É como o tandu, porém mais enérgico e os pés saem do chão. 4- Rond de jambe à terre: roda da perna no chão. A perna desenha no chão um semi-círculo, ou a letra D. Pode ser executado de frente para trás (en dehors, ou para fora) e também de trás para frente (en dedans ou para dentro).
Rond de jambe a terre/ rond de jambe en l'air
Adagio
5- Fondu: fundido. É feita uma flexão na perna de base, a outra recolhe ao mesmo tempo. Elas separam-se e esticam, dando uma qualidade elástica ao passo. Pode ser feito em todas as direções, na 3a ou na 5a posição fundamental. 6- Frappé: golpeado. O pé inicia-se em posição sur le cou de pied e estica com um golpe passando os dedos e o metatarso no chão (como se "varresse"o chão com os pés). É feito em todas as direções. 7- Adagio: No ballet a palavra adagio é atribuída aos passos nos quais usamos de sustentação das pernas no ar. São movimentos lentos e suaves, daí o nome Adagio.
8 - Rond de jambe en l'air: roda da perna no ar. Realizado antes da sequência de grand battement ou muitas vezes junto com o grand battement. São movimentos vigorosos. A perna sai para um degagé à la second e descreve um círculo no qual a coxa não se mexe (aparentemente) e somente vemos o desenho circular acontecer do joelho para baixo. É realizado en dehors ou en dedans. 9 - Grand Battement: Com as pernas e tronco completamente esticados afaste a perna de trabalho da perna de base com um movimento vigoroso, para frente e para o alto. Pode ser realizado em qualquer direção. 10- Stretch: Alongamento. Neste momento da barra alongamos com o auxílio da barra em todas as direções.
Strecht/ alongamento
Exercícios no Centro : exercícios executados na segunda parte da aula de ballet, depois da barra. São divididos em: Adágio (arabesques, attitudes, pirouetes, developpés etc.); Pirouettes (en dehors, en dedans, em diagonal e en manege.); Allegro (enchainements, pequenos saltos, grandes saltos, batterie).
Créditos: professora Renata Sanches fotografada por Marcele Bilder. Ilustrações Vania Deutcshman (Dicionário técnico do ballet); Fonte: dicionário técnico do ballet Leda Iuqui.