sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

sábado, 6 de novembro de 2010

100 seguidores! Sorteio!

Estou muito feliz em comunicar que nesta semana o blog do ballet completou 100 seguidores. Para comemorar vou fazer um sorteio.
Atenção para as regras:
Todos os seguidores deste blog podem participar, basta fazer um cadastro.
Para se cadastrar faça um comentário qualquer nesta postagem atual. Só será válido 1 cadastro por perfil. Cadastros em duplicidade serão cancelados.
Você pode se cadastrar a partir de 6 de novembro até 16 de novembro de 2010.
A divulgação do ganhador se dará durante o dia 20 de novembro e será postada no blog.
Prêmio: o seguidor sorteado ganhará um par de sapatilhas de ponta da marca Capezio com modelo e tamanho a sua escolha; disponível nas cores rosa claro ou salmão. Caso não queira a sapatilha poderá ser trocada por tênis da Capezio preto modelo básico. O prêmio será entregue via correio em até 30 dias corridos após o sorteado ter comunicado a mim (professora Renata Sanches) por email, facebook ou através do blog qual o modelo e tamanho escolhido.
Casos omissos neste regulamento serão resolvidos por mim e comunicados através do blog.

Participem!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

sorteio!

O Blog do Ballet está muito próximo de completar 100 seguidores! Clica em seguir pois quando chegar a 100 vou sortear sapatilhas de ponta para os seguidores, tá?
Estou muito Feliz!

domingo, 5 de setembro de 2010

Sapatilha de Ponta - 2

Qual a marca e o modelo de sapatilha de ponta ideal para cada pé?
Cada bailarina tem sua preferida; muitas demoram anos para encontrar sua ponta ideal, outras mudam sua preferência com o passar do tempo... Se você mudar a sua ponteira talvez sinta necessidade de mudar a sapatilha também. Existe a ponta melhor de todas? Quero que vocês opinem e digam qual sua ponta atual!
Vou citar aqui as principais marcas e modelos com as especificações dos fabricantes:

Milleniun
São em geral pontas muito confortáveis e estáveis. São ótimas para trabalhar os pés nas aulas de ponta. Porém, não são tão bonitas para palco. Ter uma dessas na bolsa vai ser bem útil no dia a dia.

Sapatilha de ponta
VAGANOVA: Gáspea normal (Medium vamp)
A sapatilha para todo tipo de pé, preferida dos profissionais em busca de alta qualidade técnica e beleza de linhas. Tecido: cetim.
BALANCE: Gáspea alta (High vamp)
A sapatilha especial para bailarina com grande peito de pé. Tecido: cetim.
PRELÚDIO: Gáspea normal (Mediurn vamp)
Apresenta as mesmas características de "Technique”, porém sua forma e corte são diferentes.
ADÁGIO: Gáspea alta (High varnp)
Sua finalidade é a mesma da "Balance”, porém com fôrma e cortes distintos. Tecido: cetim
SYLPHIDE: Gáspea normal (Medium vamp)
Uma sapatilha mais flexível que a Adágio, indicada para ballets que exigem mais leveza no dançar. Tecido: cetim.
YOUNG: A mais jovem e moderna sapatilha. Design avançado, com força e leveza para profissionais e alunas. Aprovada pelos grandes solistas e bailarinas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Tecido: cetim
YOUNG PLUS: Gáspea Normal. Sapatilhas de ponta flexível, com fôrma larga. Tecido: cetim.
Alta qualidade, leveza de linha. Preferida dos profissionais para palco.
STANDARD: Gáspea normal. Sapatilha flexível, indicada para principiantes.
CHESINI: Sapatilha bem mole para iniciantes, mais mole que a Standart.
TECNIC: Sapatilha larga, dura, com gaspea baixa, para quem tem pouco colo de pé e bastante força.
maiores informações em: www.sapatilhasmillenium.com.br/textoprodutos.htm

Só Dança:
São sapatilhas bonitas, bem acabadas, em geral confortáveis, mas possuem um custo mais elevado que a Capezio e a Milleniun. É usada em grandes escolas particulares, como por exemplo o ballet Paula Castro (daqui de São Paulo). É usada pela famosa bailarina Cecilia Kershe, do teatro municipal do Rio de Janeiro. Algumas de minhas alunas não abrem mão desta marca!

As sapatilhas Prima. Grisi e Fanny constituem a família de sapatilhas de ponta para iniciantes. Começando com a Prima, uma pré-ponta ou sapatilha soft, usada para acostumar a aluna ao box, depois vem a Grisi, muito mole, para exercícios de barra e então a Fanny, que possibilita também o trabalho de centro para iniciantes.
A Grand Pas, Nikiya e Pas D'Action são sapatilhas com tecnologia pre-arco (que facilita o processo de adaptação à palmilha e o trabalho dos pés), em geral, essas sapatilhas se adptam as pés mais largos.
Natasha e Anne são sapatilhas mais estreitas e delicadas, apresentando box e calcanhar mais finos e laterais mais baixas. Estas duas sapatilhas podem ser encomendadas personalizando altura da gáspea, lateral e traseira.
Claudia e Toshie são sapatilhas com desing em V e elástico roliço, que valorizam o colo de pé e garantem equilibrio por meio de gaspeas e asas mais longas, facilintando o subir e descer da ponta e proporcionando um melhor eixo. Desenvolvidas para bailarinas intermediárias, avançadas ou profissionais.
Maiores informações em: http://www.sodanca.com/

Capezio: é a principal marca, mais antiga e mais usada por esse mundo afora. Alguns modelos têm excelente qualidade, já outros deixam a desejar. São as mais baratas do mercado e oferecem um excelente custo-benefício. São bonitas para palco e alguns modelos ótimos para trabalho em aula.
Quem usa: escola municipal de bailados de São Paulo, Especial academia (São Paulo) e São Paulo Cia de dança com Fernanda Manuel e Priscilla Yokoi são alguns exemplos.

Fouetté: Forma Média, Gaspea Normal com formato em "V", Palmilha Reforçada, Cordão de Ajuste na Lateral, Indicada para Intermediarias, Avançadas e Profissionais.
Partner: Forma Média, Gaspea Normal, Palmilha Flexivel, Sola Costurada, Indicada para Avançadas.
 Partner Mushilan: Forma Média, Gaspea Alta, Palmilha ¾, Biqueira Quadrada, Sola ¾ Costurada, Indicada para Avançadas.
Partner Box: Forma Media, Gaspea Normal, Palmilha Curvada, com Material Desenvolvido Especialmente com Função Termo Moldante, Sola Costurada, Indicada para Avançadas e Intermediarias.
Giselle: Forma Media, Gaspea Normal, Palmilha Reforcada, Indicada para Profissionais.
Contempora I: Forma Média, Gaspea Normal, Palmilha Normal, Indicada para Intermediárias e Avançadas.
Contempora II: Forma Media, Gaspea Normal, Biqueira Quadrada em Couro, Indicada para Intermediarias e Avançadas.
Partner Estudante: Forma Media, Gaspea Normal, Palmilha Flexível, Biqueira Quadrada em Couro, Sola Costurada, Indicada para Iniciantes.
Cerrito Estudante: Forma Media, Gaspea Normal, Palmilha Flexível, Biqueira Quadrada em Couro, Indicada para Iniciantes.
* todas as pontas poderão ser encomendadas com palmilha normal, reforçada ou super reforçada; ou seja para quem tem pouca força = palmilha normal;  muito colo de pé = palmilha reforçada e muito colo com muita força = palmilha super reforçada.
Maiores informações http://www.capezio.com.br/

Gaynor Minden: são o sonho das bailarinas. Caras, importadas, feitas sob medida, lindas e confortáveis. São geralmente usadas por bailarinas avançadas, de escolas particulares e com dinheiro para comprar. São ideais para palco pois facilitam a subida na ponta e também a estabilidade. Por isso mesmo não são recomendadas para as aulas, pois com a facilidade o pé não trabalharia a força adequadamente. Tenho minhas dúvidas sobre isso. Veja o que diz o representante no Brasil:

Gaynor Minden é fabricada com materiais de alta qualidade elastomerica oferecendo sapatilhas com solado e box inquebráveis. Diferente das demais pontas que são feitas de papelão ou madeira, as pontas da Gaynor Minden oferecem flexibilidade, excelente apoio e conforto para seus pés com a vantagem de durar de 3 a 6 vezes mais que as outras marcas. Pronta para usar: Devido à flexibilidade e macies, as pontas da Gaynor não precisam ser quebradas. O solado dessas pontas é fabricado com uma curvatura que seguem o arco de seus pés, mas se precisar de alguns ajustes você ainda tem a opção de ajusta-la com o uso de um secador de cabelos.
Podem ser encomendadas em 3 tamanhos do Box, 3 opções de largura, 3 opções de altura do Vamp (gáspea), 4 opções de altura para o calcanhar e 5 níveis de dureza.
Maiores informações em http://www.pontafirme.com.br/gaynor_html/index.htm

Gostaria muito que vocês leitoras do blog postassem suas preferências e considerações a respeito das pontas!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sapatilha de Ponta - 1

Vamos criar uma discussão entre bailarinas sobre "Tudo o que sempre quisemos saber sobre a sapatilha de Ponta"? Quero contar com a colaboração de todas vocês com colocações e perguntas que podem ser resposdidas por mim ou por qualquer uma de nós, ok?

Nesta primeira postagem quero falar um pouco sobre "a hora certa de usar a sapatilha de pontas".
Eu acredito que o professor deve avaliar caso a caso as alunas antes de encaminhá-las para compra de sua primeira ponta. Algumas regrinhas são importantes ferramentas que podemos usar nessa avaliação.
- idade mínima: 11 anos completos
- tempo mínimo de ballet: 5 anos de ballet para alunas crianças; 1 ano de ballet para alunas adultas.
- requisitos técnicos: a aluna deve ser capaz de subir e sustentar sua meia-ponta alta; deve conseguir sustentar seu en dehors em 1a e 5a posição.
- requisitos físicos: todos os físicos podem dançar e subir na ponta. Cabe ao professor orientar algumas pessoas sobre possíveis problemas, caso a caso e cabe a essas alunas (se adultas) ou à mãe delas (se crianças) decidir se deve ou não dançar nas pontas. São alguns desses casos: pessoas com joanete; pessoas com hérnia de disco, lordose ou outros problemas de coluna; pessoas com unha encravada persistente, pessoas com osteoporose ou idade avançada e por fim pessoas com sobrepeso.
Quero lembrar e reforçar que o ballet clássico e o uso de pontas se bem direcionado não causa esses problemas, e sim, se  a pessoa já os tem, podem ser agravados com o uso dessa técnica. Professora, pais e alunas devem conversar e avaliar cada caso!
Ballet clássico é uma arte e o uso de sapatilhas de pontas no ballet data de 1832*. Desde então muito foi desenvolvido no que se refere a tecnologia dos sapatos, a técnica do ballet, bem como o próprio corpo humano evoluiu e mudou.
Veja esta obra de Edgar Degas, datada de 1872 em Paris. Veja a diferença estética.

Edgar Degas
Dance Class at the Opéra

1872; detail; Musée d'Orsay, Paris









O que pode acontecer afinal se eu colocar as pontas antes do tempo?
Segundo Wanda Bambirra em seu livro "Dançar e Sonhar - a didática do ballet infantil", (...) "é anti-profissional exigir que uma criança com menos de 11 anos faça esforços como ficar na ponta dos pés. Esse equilíbrio só vai sendo adquirido com desenvolvimento, compatível ou resultante de um grau de mielinização aja adiantado. Mielinização é a deposição de mielina nas fibras nervosas, ou seja, quando um bebê nasce , ele tem reflexos nervosos, claro, mas não tem coordenação motora. Esta mielinização só se completa na puberdade, dos 10 aos 12 anos para meninas e de 14 aos 16 anos para meninos. (...)
O sustentar sobre as pontas não é somente uma evolução técnica, mas também uma adaptação do corpo a uma nova forma de equilíbrio, com a fortificação de ossos, tendões, ligamentos e músculos.

Para tanto, alguns exercícios são indicados para fortificar e preparar o corpo para o uso das pontas." Wanda Bambirra considera ainda que se uma pessoa iniciar na ponta sem antes ter sua qualidade técnica e idade adequada poderá no futuro sofrer lesões e deformações que ao contrário de torná-las bailarinas, acabam finalmente impedindo-as de dançar quando orientadas por maus profissionais, é claro.
Chegou a hora! Estou nas pontas! Você estudou, trabalhou duro, esperou e finalmente sua professora deixou você colocar a ponta. Parabéns!
Agora surgem muitas dúvidas, entre elas, como costurar a fita e o elástico, como amarrar a fita, como escolher a ponteira, a marca e o modelo da sapatilha ideal. Na próxima postagem quer falar sobre essas dúvidas todas.
Por enquanto quero focar numa dúvida técnica: como melhorar minha performance na Ponta?
Eu aconselho minhas alunas a fazerem uma série de exercícios em casa, descalças, todos os dias, ou ao menos 3 vezes por semana. São exercícios complementares às aulas de ballet que você já faz.
Veja a lista nesta outra postagem: http://oblogdoballet.blogspot.com/2009/10/10-primeiros-exercicios-para-fazer-em.html


* Taglioni: Rainha das Pontas: Marie Tagloni é a culpada pela primeira dança nas pontas. Mas ninguém sabe ao certo se foi ela mesma que em 1832 dançou pela primeira vez todo o “La Sylphide” nas pontas. É quase certo que outras bailarinas já tivesem dançado antes nas pontas, pois há referências em jornais antigos de bailarinas com “dedos fantásticos”. Pensam até que Maria Camargo a precedeu com um século de diferença. Mas o mérito todo foi mesmo para Taglioni, que desenvolveu a técnica e revolucionou o ballet. Ela criou a dança dos dedos, e transformou algo que antes parecia somente atração de circo em uma expressão artística e dramática através das técnicas dos pés. Sua graça, beleza, elevação e estilo ganharam público e favorecem uma brilhante carreira. Na Rússia, os fãs de Taglioni a amavam tanto que cozinharam suas sapatilhas e as comeram com salsa!!! Fonte: http://www.dicasdedanca.com.br/historia-do-ballet-referencias-importantes-para-a-danca-classica.html
Veja um pouco mais sobre a história da dança na minha postagem de 19 de fevereiro de 2010: http://oblogdoballet.blogspot.com/search?updated-max=2010-03-14T15%3A37%3A00-03%3A00&max-results=7

terça-feira, 3 de agosto de 2010

livros de ballet para crianças

Selecionei alguns livros infantis que transitam no mundo do ballet para compartilhar com vocês.
Esses livros servem para professoras de baby class enriquecerem alguma aula, mostrando para suas alunas, lendo, povoando a imaginação delas antes de uma atividade de improvisação, por exemplo. Serve para a mãe bailarina ler para suas pequenas, e, claro para todas as bailarininhas lerem, relerem, usarem, compartilharem...

A elegância, a perfeição, as palavras em francês envolvem o balé em uma aura de magia. O livro "Eu Adoro Balé", da Publifolha, torna esse mundo de fascínio mais próximo das crianças. Com o subtítulo "Aprenda a dançar com a Central Scholl of Ballet, de Londres" --uma das mais conceituadas do mundo--, a edição em capa dura encanta pelo texto elegante e pela qualidade das fotos.

Livro introduz balé clássico para crianças
Ideal para crianças que estão prestes a ingressar ou acabaram de iniciar suas aulas de dança, "Eu Adoro Balé" é dividido em capítulos que fazem os pequenos entender, com facilidade, os passos básicos e as lições fundamentais para se dedicar a esta arte tão difícil, mas alegre, que é a dança clássica.
No capítulo "Preparar-se", por exemplo, os autores explicam o que é o colã --maleável para não atrapalhar os passos da bailarina-- e as sapatilhas, os calçados especiais usados nas aulas e apresentações. Na seqüência, fala-se de como é uma sala de aula (com chão de madeira e barras nas paredes), como e porquê se faz aquecimento e alongamento e quais são os passos básicos a se aprender.
Além do dia-a-dia, "Eu adoro Balé" menciona os benefícios da dança para o corpo e para o desenvolvimento da expressão pessoal. No fim, para alimentar ainda mais os sonhos das crianças, há capítulos que falam da sapatilha de ponta, usada apenas por bailarinas mais velhas, e do Pas de deux, quando um casal dança junto. Como uma primeira aula real de balé, o livro é simples, didático, bem ilustrada e, acima de tudo, lúdico e divertido.
"Eu Adoro Balé"
Autor: Naia Bray-Moffatt
Editora: Publifolha
Páginas: 48
Quanto: R$ 32,00
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

Barbie Music Player Livro de Histórias

+ CD Player com 4 CDs
Editora : Ciranda Cultura
Páginas : 256
Encadernação : Capa dura
Preço: R$68,00
Este livro de histórias com o CD Player tem como estrela a atriz favorita de todos - Barbie! O livro reconta quatro filmes especiais:

CD 1 - Barbie em as 12 Princesas Bailarinas com 6 canções
CD 2 - O Lago dos Cisnes com 6 canções
CD 3 - O Quebra-Nozes com 6 canções
CD 4 - A Princesa Plebeia com 6 canções
COM UMA ESTÓRINHA BEM LEGAL , LÊEM E OUVEM AS MUSIQUINHAS QUE AS PRÓPRIAS CRIANÇAS ENCAIXAM NO CD PLAYER !!
UM LIVRO MUITO DIVERTIDO E QUE AS CRIANÇAS ADORAM !!!
VALE A PENA !!!!

Os CDs são para tocar exlusivamente no
CD Player que acompanha o kit
As Doze Princesas Bailarinas - O Lago dos Cisnes - O Quebra-Nozes - A Princesa e a Plebeia
Também vem com um CD Player e quatro CDs de músicas, com um total de 24 canções diferentes. Sinais no livro indicam quando tocar cada música, ao passo que as histórias forem lidas. Compre nas melhores livrarias.

Você é a convidada especial da apresentação de balé da Moranguinho! Use os adesivos que acompanham o livro para decorar essa festa e deixar tudo ainda mais bonito. Divirta-se!

Informações Técnicas:
ISBN: 8576760711
Ano: 2007
Edição: 2
Número de páginas: 16
Acabamento: Brochura

Formato: Grande
Preço: R$25,00
À venda nas principais livrarias ou na americanas.com 




Contando Histórias de Ballet:
Um livro, contendo 10 das mais importantes histórias dos grandes balés de repertório e acompanhado por dois Cds (vol. 01 e vol. 02) com a narração destas histórias de forma lúdica. As trilhas sonoras dos respectivos balés são mixadas à narração, trazendo assim, ao ouvinte, o cenário emocional que está sendo descrito.

As histórias são: Copélia, A Bela Adormecida, Giselle, O Quebra-Nozes, La Fille Mal Gardée, O Lago dos Cisnes, O Corsário, Dom Quixote, A Sílfide e O Pássaro de Fogo.
Preço: R$50,00
Ouça um trecho e Compre em meumundocrianca.com.br



terça-feira, 22 de junho de 2010

Dança e mercado de trabalho

Se você é mãe de uma talentosa aluna de ballet ou ainda se você é uma bailarina ou um bailarino de destaque em sua escola pode estar se perguntando quais as possibilidades de carreira e emprego para o profissional da dança no país. Quais atividades poderá desempenhar? Qual o mercado de trabalho em dança? Vale a pena investir numa carreira de dança?

Começando pelos sonhos de criança...
Toda mãe de bailarina brasileira sonha em vê-la dançando no Festival de Joinville e aparecendo numa pontinha do Fantástico falando desse festival. Esse evento e outros do tipo existentes por todo o país serve apenas de vitrine de bailarinos, coreógrafos, professores que terão um destaque no meio da dança. Quero dizer, ganha-se apenas certa publicidade, prestígio e um imenso prazer em dançar, participar, competir, ganhar. Paga-se para dançar, para fazer aulas, para tudo. Apenas cias de dança convidadas, jurados, professores das oficinas recebem por seu trabalho.
Outro sonho comum: atuar em Cia de dança profissional (imagina-se receber um salário digno para dançar). As Companhias de dança existentes no Brasil sobrevivem com escassos recursos financeiros e muita luta para manter-se. Corrijam-me se eu estiver errada, mas se estiver pensando em ballet clássico só temos o municipal do Rio. já em dança contemporânea somos fortes, temos um trabalho reconhecido e diversas companhias. São algumas das principais: deborah colker, cena 11, quasar, Balé da cidade de São Paulo, Sociedade Masculina, Ballet Stagium, São Paulo cia de dançagrupo corpo etc. Para entrar em cias que oferecem salário fixo é necessário ficar atento às audições (ou testes). Fique atento no site Conexão Dança para ficar por dentro.
Temos muitas companhias independentes que angariam recursos através de projetos do governo e até mesmo através de recursos próprios como Sopro Cia de Dança, Cia de Corpos Nomades, Nucleo Omstrab só para citar algumas poucas. Mas a instabilidade nas companhias que vivem de projetos é grande e seus bailarinos não podem lhes dar exclusividade e por isso fazem outros tipos de trabalhos como dar aulas, participar de eventos etc. Para participar dessas cias também deve-se ficar atento às audições, mas muitas vezes o bailarino é convidado a entrar por seus dirigentes ou coreógrafos.
Um sonho típico de alunas de jazz é atuar em grandes produções de musicais. Bem, nesse caso o bailarino tem que saber dançar jazz, ter muita técnica, saber atuar e cantar. Para entrar nesse meio tem que fazer as audições quando surgem. Você receberá um salário digno durante os ensaios e o tempo que ficar em cartaz. Deverá dar prioridade total e ficará praticamente exclusivo, já que a carga horária semanal é grande. Lembre-se de que quando sair de cartaz ficará desempregado até a próxima audição!!! Veja fotos
Atuar em televisão: você pode desejar ser uma das bailarinas do Faustão ou do Sílvio Santos, ou do Gugu etc. Para isso deve ter o perfil físico adequado, além de saber dançar. Tem que conhecer alguém que lhe indique quando haverão testes para entrar. Normalmente em TV ganha-se por diária de filmagem. Também recebem por diária de filmagem os bailarinos que atuam em filmes comerciais. Dependendo da produção e da visibilidade pode ganhar ainda pelo uso da imagem. Para atuar em publicidade é necessário estar cadastrado em uma agência de atores e modelos e fazer testes.
Atuando em shows: é possível dançar com bandas de baile e com artistas musicais (no Brasil principalmente sertanejos). Veja fotos. Ganha-se por show, normalmente um bom cachê, mas trabalha-se à noite e faz muitas viagens de ônibus. Também tem que participar de audições ou ser chamado pelo coreógrafo responsável.
Ser um professor. Quase todos os bailarinos que conheço que atuam em todas as áreas descritas acima também dão aulas! As aulas dão uma estabilidade um pouco maior. É muito satisfatório porque você pode ainda dançar e coreografar suas próprias idéias. Os professores recebem por hora-aula ou por porcentagem de mensalidade de aluno. Quanto mais experiente, mais recebe um professor. Algumas escolas chegam a repassar 100% a um maitre famoso, apenas pela honra e visibilidade que é tê-lo em seu corpo doscente.
Depois de entrar na carreira você vai querer dar um direcionamento mais para um lado ou outro. Ainda existem muitas outras formas de atuação como por exemplo bailarino clássico solista para apresentações, coreógrafo, ensaiador, diretor- proprietário de academia ou escola etc, etc etc.

Sobre os direitos da categoria:
Os bailarinos, dançarinos, coreógrafos, professores, enfim, os artistas da dança, integram categoria profissional regulamentada pela Lei n.º 6.533, de 24.05.1978 e pelo Decreto-Lei n.º 82.385 de 05.10.1978. Têm, portanto, esses profissionais, lei e regulamentação próprias e específicas para regrar suas atividades profissionais e relações de trabalho.

Conforme o Art. 2º da citada lei, é considerado "Artista, o profissional que cria, interpreta ou executa obra de caráter cultural de qualquer natureza, para efeito de exibição ou divulgação pública, através de meios de comunicação em massa ou em locais onde se realizam espetáculos de diversão pública", contempla ainda a categoria profissional de "Técnico em Espetáculos de Diversões - profissional que, mesmo em caráter auxiliar, participa individualmente ou em grupo, de atividades ligadas à elaboração, registro, apresentação ou conservação de programas, espetáculos e produções.No Quadro Anexo ao Decreto n.º 82.385 constam os títulos e descrições das funções em que se desdobram as atividades em questão, assim como no Código Brasileiro de Ocupações - CBO, que descreve as famílias profissionais existentes no país. São considerados profissionais dessa categoria os bailarinos, dançarinos, mestres, ensaiadores, assistentes de coreografia e os professores de dança dos cursos livres.
As funções discriminadas para os profissionais acima são:
- ensinar técnicas de dança, improvisação, criação, composição e análise do movimento, executando a dança através de movimentos preestabelecidos ou não, optando pela dança clássica, moderna, contemporânea, folclórica, popular ou de shows.
- coordenar atividades com a equipe cenotécnica - figurino, som, iluminação, maquiagem e efeitos especiais entre outros -, demonstrando capacidade de trabalhar em equipe.
- organizar roteiros e/ou estruturas coreográficas , criando movimentos com as várias linguagens da dança, utilizando-se de recursos humanos, técnicos e artísticos , valendo-se para tanto de música, texto ou qualquer estímulo específico, optando por quais técnicas corporais serão utilizadas e transmitindo aos artistas a forma, a movimentação, o ritmo, a dinâmica, a postura e a interpretação necessários para a execução da arte, podendo dedicar-se também à preparação corporal dos artistas e ainda procedendo investigação pertinente sobre o tema selecionado, inclusive em outras áreas artísticas.
- desenvolver consciência cinesiológica, demonstrando conhecimento dos componentes do espetáculo (cenário, luzes, som, etc.), configurando esteticamente os elementos da dança , demonstrando sensibilidade artística e habilidade para trabalhar com maquiagem e adereços.
- transportar as idéias, imagens e sensações para a linguagem coreográfica, imprimindo intenções, sensações e emoções, dando qualidade dramática ao movimento e expressando imagens através do corpo.
- manter o corpo tecnicamente preparado, experimentando ações, passos, gestos e movimentos, interagindo fisicamente com os parceiros da dança, ensaiando e dançando.
- O ARTISTA DA DANÇA PODE ATUAR COMO PROFESSOR DE CURSOS LIVRES EM ACADEMIAS, ESCOLAS, ESTÚDIOS, ESCOLAS DE DANÇA, CLUBES, FUNDAÇÕES, EMPRESAS, ESPAÇOS PÚBLICOS, ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS E OUTROS. PODE AINDA ATUAR NA EDUCAÇÃO BÁSICA EM INSTITUTOS DE EDUCAÇÃO SUPERIOR E UNIVERSIDADES, SEGUINDO CARREIRA ACADÊMICA.

Fotos:
1- Marina Costa como Elektra em Cats Brasil 2010
2- Renata Sanches, Jaildo Santiago e Roberto Amorim (Sopro cia de Dança - 2006)
 
Fontes:
http://www.wooz.org.br/dancaatividade.htm
http://www.musicalcats.com.br/espetaculo.php
http://www.conexaodanca.art.br/audicao.htm

domingo, 6 de junho de 2010

Profissionalização e DRT: quais os caminhos para se tornar bailarino profissional?

Quais os caminhos possíveis para se tornar um profissional de dança no Brasil?
- Formação em escola de ballet
- Ser "rata"de academia de dança
- Curso técnico de dança
- Faculdade de dança

A profissão do bailarino é regulamentada e exige o registro na DRT (delegacia regional do trabalho). Se quer atuar profissionalmente, o bailarino deve buscar seu DRT pois, apesar de não ser exigido em muitos lugares, em outros só será possível atuar se tiver esse registro. O DRT é emitido pelo ministério do trabalho mediante um atestado de capacitação profissional ou diploma. Esse atestado de capacitação é emitido pelo sindidança. Já o diploma profissionalizante é emitido por instituições como faculdades de dança e cursos técnicos na área. Mas, registros à parte, qual a melhor formação para ter chances reais no mercado de trabalho no Brasil e até no exterior?

Vou falar primeiro sobre Formação em Escola de Ballet:
Se seu sonho é ser bailarina (o) clássica essa é sua melhor opção. Você deve entrar numa escola reconhecida pela secretaria da educação. Lá você terá aulas com uma carga horária semanal obrigatória, (depende do curso e do nível e idade), fará exames anuais, receberá boletins e certificados. No final, terá um diploma válido, profissional e poderá pleitear seu DRT. Nesse tipo de formação você terá treinamento técnico suficiente para se tornar uma bailarina clássica, mas mesmo que passe em todas as provas, seu empenho, dedicação, físico apropriado e talento determinarão as direções da sua carreira. Se mora em uma cidade como São Paulo você pode escolher o método Cubano, o Royal, a Escola Municipal de Bailados. Se entrar na EMB (é necessário teste para isso) ou em alguma escola do método Cubano, fique até se formar, pois não poderá fazer algum tipo de equivalência de grau, terá que começar de novo em outro método. Já o método Royal tem filiais e associados por todo o mundo, ou seja, caso você mude de cidade ou até de país poderá encontrar uma escola e continuar sua formação de onde parou. Pessoalmente considero as linhas e o resultado técnico do método Cubano mais bonito e eficaz para o corpo brasileiro, mas aconselho a formação no Royal por ser mais organizado e reconhecido no mundo todo. Atenção: se a escola que você está realiza provas e dá certificado, procure saber qual a validade desse diploma.

Sobre Ser "rata" de Academia de Dança:
Quem mora ou morou no interior sabe que sua única opção, muitas vezes, é ficar metade do seu dia dentro de uma academia de danças fazendo tudo que lhe é oferecido: ballet, jazz, contemporâneo, alongamento, sapateado, dança de salão, hip hop, teatro e às vezes até aeróbica, ginástica olímpica e outros esportes. Esse tipo de trabalho corporal cria um bailarino eclético, capaz de atuar (se bem direcionado) em companhias de dança contemporânea, shows de artistas da música, musicais, televisão, publicidade etc. Porém, dificilmente terá a limpeza técnica necessária para ser um profissional de ballet clássico. Se esse for seu sonho, terá que dedicar-se em algum momento de sua formação exclusivamente ao clássico com algum renomado maitre de ballet. Mas se ama o contemporâneo busque cursos específicos, se ama o jazz, idem. Procure algo em que se aperfeiçoar. Uma excelente opção para esse bailarino é fazer uma faculdade de dança, por exemplo.

Sobre Curso Técnico de Dança:
É uma complementação técnica em Dança para quem cursou ou cursa o 3o ano do ensino médio. É um curso novo no Brasil. Esse tipo de curso não forma bailarinos, não dá o que as escolas e academias de ballet dão, mas oferecem um leque maior de possibilidades no mercado de trabalho. Para quem quer dar aulas, criar e tomar contato com a dança em diversas formas é uma excelente opção. Se você passou toda uma vida dançando em academia e participando de festivais de dança, essa parece ser uma boa opção de profissionalização para você! Veja o site da ETEC e informe-se!

Sobre Faculdade de Dança:
Oferece Diploma de curso superior, dá direito a DRT e possibilita (legalmente falando) a atuar em qualquer atividade de dança e relacionada a dança. Você poderá atuar como bailarina, coreógrafa, professora (inclusive da rede pública de ensino), mas claro, se for boa nessa ocupação...! Se você se formou nas outras opções acima, um caminho interessante será fazer a faculdade. Mas atenção: ela não forma bailarino, vc tem que procurar escolas e academias de ballet antes, durante e até mesmo continuar fazendo aulas depois. A Faculdade de dança abre as portas para diversas opções, estimula a pesquisa e você ainda pode seguir carreira acadêmica fazendo pós, mestrado, doutorado... Recomendo muito essa formação! Mas... se você não tem uma história séria de comprometimento com a dança ao longa da vida você talvez até consiga passar no vestibular e se inscrever no curso; porém quando for entrar no mercado de trabalho essa deficiência técnica fatalmente aparecerá e suas chances não serão muitas. Não se engane! Mais um detalhe: saiba se sua faculdade é reconhecida pelo MEC, e dá direito ao exercício da profissão. As principais faculdades de dança do Brasil são a UNICAMP, a UFBA, e a ANHEMBI. A PUC oferece um curso superior em "Artes do Corpo" também muito bom e reconhecido.

Em próxima postagem vou dar detalhes sobre o mercado de trabalho no Brasil.

Peço aos meus amigos e leitores do blog que postem suas contribuições nos comentários abaixo!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

mais um dia de trabalho na escola do ballet Bolshoi da Rússia

Nós que não nascemos na Rússia podemos assistir encantados. Suspirei tanto ao ver este video que decidi compartilhar com vocês queridas e queridos leitores do meu blog!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Como elevar suas pernas no Developpé

Há algum tempo eu conheci o trabalho da Australiana Lisa Howell, uma fisioterapeuta e professora de ballet especializada em treinamento físico de bailarinos. O trabalho dela é sério e muito bom, e boa parte está disponível gratuitamente em seu site http://www.theballetblog.com/ . Dá até para fazer download grátis de um tratado incrível sobre pontas, porém, tudo em inglês. Ela disponibiliza também muita coisa legal em seu youtube. Éla escreveu um artigo muito bom com dica de exercício para se fazer em casa para melhorar seu developpé. Eu achei extremamente eficiente e por isso traduzi para vocês, meus alunos e meus leitores do blog. No final vejam o video da Lisa Howell no youtube demonstrando esse exercício.
Aproveitem!

"Muitas garotas têm boa flexibilidade ao alongarem-se, mas encontram dificuldades de usar isso ao dançar, especialmente em um developpé. Se você simplesmente praticar esse passo repetidamente, o resultado pode ser coxas volumosas, sem um grande aumento na amplitude, na elevação da perna. Isso acontecerá se você estiver tentando usar a musculatura da frente da coxa, em vez de controlar a perna a partir do quadril.
Para trabalhar os verdadeiros músculos necessários para elevar a perna devant, deite-se de costas, com suas pernas esticadas e suas mãos no quadril.

Lentamente puxe o pé na posição de retiré (sinta o interior das coxas trabalhando!)

Certifique-se de que os quadris ficaram alinhados e não basculados ou torcidos!

Lentamente desenvolva a perna em um developpé controlando o quadril (sem deixá-lo mexer) e vá aumentando a altura da perna.

Não tente enganar flexionando a bacia, e sinta a perna muito mais leve, então conseguirá focar no alinhamento correto!

Desça lentamente a perna, certificando-se de utilizar seu abdominal para não arquear as costas!

Se você puder controlar a perna e a bacia bem em um developpé a 90 graus sem mover os quadris, você será capaz de alcançar uma altura muito maior de perna quando você deixar a bacia entrar no movimento (ela tem que começar a mover um pouco para cima). No entanto, se você estiver lutando para obter os 90 graus, você encontrará muita dificuldade em ir além deste ponto, a menos que você realmente se concentre na sua estabilidade!

Você pode também fazer isso em um developpé a la seconde (deitada de lado), mas certifique-se de que seus quadris fiquem bem alinhados do início ao fim. Você precisará girar a bacia ligeiramente no final do movimento, mas isso deve ser gradual e apenas tanto quanto você realmente precisar!

Se você praticar o seu developpé nesta posição, seus músculos aprenderão como a controlar a perna mais facilmente, e você vai descobrir que sua amplitude de perna melhora muito rapidamente! Em seguida, quando você praticar em pé, sentirá tudo mais familializado!

Boa sorte!"

Veja no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=dxpbQLHuJg8

quinta-feira, 25 de março de 2010

Atividades de ballet para fazer em casa

As atividades que proponho a seguir podem ser usadas por mamães que querem brincar de ballet com suas filhinhas! Se sua filha convidou as amigas para brincarem na sua casa a diversão vai ser certa!!!! Professoras de baby class também podem se beneficiar dessas atividades!
Seria muito legal se você tiver alguns tutus, coroas e outros acessórios que as façam sentirem-se como bailarinas de verdade!

- Pé de palhaço, pé de bailarina, pé de pato: Sentadinhas em círculo, com as pernas estendidas flexionam os pés puxando os dedos para cima, chamamos de palhaço, esticando bem os pés empurrando os dedos para baixo chamamos de bailarina e girando os pés e pernas para fora chamamos de pato. Vou falando e fazendo junto: palhaço, bailarina, pato e elas vão fazendo também. Num determinado momento eu falo: "Pato" e faço "bailarina" com os pés. Todas "erram" aí eu digo: "mas eu falei pato" aí todas riem. Então explico que vou ficar "enganando" que elas têm que fazer o que eu digo. Aí a brincadeira vai longe... É possível, dependendo da idade que elas possam falar também, conduzindo a brincadeira!!! * Trabalha o fortalecimento dos pés e pernas, rotação "en dehors", atenção.

- Abre a gavetinha, fecha a gavetinha: Sentadas em roda, abre a gavetinha é borboletinha de ballet, fecha a gavetinha é esticar as pernas e as pontas dos pés. Vou falando e fazendo com elas "Abre a gavetinha, fecha a gavetinha". Como na brincadeira anterior, num determinado momento eu "erro". Aí explico que elas têm que seguir o que eu falo. Vamos fazendo até alguém errar. Então peço para todas abrirem a gavetinha e digo "Na minha gavetinha tem um ursinho, e na sua?"Aí a menina ao lado diz "Tem um ursinho e um lápis", A seguinte diz "um ursinho, um lápis e uma maçã" e assim vai até a última. Dependendo da idade, vou ajudando-as a falar. * Trabalha a abertura de quadril "en dehors", atenção.

-Siga o mestre: funciona como na brincadeira original, em fila todas seguem a da frente. Porém, com música clássica para ballet. A professora começa como mestre, sempre fazendo deslocamentos de ballet (skip, gallope, andar nas pontinhas etc.). Depois a professora sai e monitora a brincadeira, dando um tempo para cada um ser o mestre. Só valem coisas de ballet e danças em geral. Qdo vai trocar o mestre, eu páro a música, coloco a primeira em último lugar da fila e aviso para todas seguirem a "fulana". Tenho que interferir algumas vezes, pois algumas crianças são muito tímidas e não querem ser o mestre. Na primeira aula eu respeito a decisão dela; já na próxima incentivo sugerindo algum movimento. Elas todas têm uma tendência a "fechar" uma roda e deslocar muito rápido e acabam ficando tontas; eu interfiro sugerindo um deslocamento mais amplo nesse caso. * aumenta o repertório de movimentos, estimula a criatividade, o espírito de liderança e o trabalho em grupo.

- Articulações: Primeiro pergunto a elas: "Sabem onde fica o tornozelo? Onde é seu joelho?" Etc. Dependendo da idade, dou o conceito de "articulações, juntas". A brincadeira começa assim, eu falo "cotovelo", e elas devem segurar suavemente no cotovelo de uma amiga. Então coloco uma música clássica animada, um allegro, e todas devem dançar pelo cotovelo, ou seja, explorando as possibilidades de movimentação do cotovelo e dançando a partir do cotovelo. Depois falo "articulações dos dedos", elas seguram as mãoszinhas umas das outras e depois dançam inspiradas por essa articulação; assim vai indo até o momento que eu digo "Corpo inteiro" e aí é só olhar que divertido! * Trabalha o conceito de articulações, conhecimento e consciência corporal de si e em relação ao outro, improvisação e aumento do repertório de movimento.

Se quiser compartilhar suas atividades ou experiências com suas filhas ou alunas coloque abaixo que ficarei muito feliz!

Para exercícios para adultos veja minha postagem sobre os "10 primeiros exercícios para fazer em casa"

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Introdução à história da dança - como surgiu o Ballet Clássico

Esta é a reprodução de uma apostila criada pela professora Renata Sanches a fim de acompanhar as aulas teóricas. Trata-se de um resumo simples que não substitui uma leitura aprofundada da História da Dança. Para saber mais, há uma bibliografia no final.

Nesta postagem vou me dedicar ao tema "Como surgiu o que conhecemos hoje por ballet clássico".


No Ocidente, a dança é uma arte que sempre esteve presente, mas que também sofreu restrições. Pensemos um pouco no período conhecido como Idade Média: a Igreja dominava os reinos e seus povos e seus dogmas estavam enraizados nas pessoas, que temiam quais consequências de seus pecados antes e após suas  mortes. O corpo era considerado a parte demoníaca do ser humano pela Igreja Católica. Havia uma separação entre corpo/ alma, mal/ bem que persistiu durante séculos. Então a dança, uma arte intimamente ligada ao corpo, demorou mais a se desenvolver do que as outras artes como o teatro, a música, a literatura, as artes plásticas.
No início da Idade Média existiam danças rurais e danças pagãs (praticadas pelo povo). Existiam também os dramas litúrgicos, uma espécie de encenação teatral das partes da missa. Aos poucos, alguns movimentos das danças populares foram sendo incorporadas nos dramas litúrgicos realizados pelo coro da missa. Com isso houve o desenvolvimento de corporações da comunidade responsáveis por fazer o figurino, criar os passos, treinar o coro, já sem ajuda do padre. Esse "coro" então saiu da igreja para encenar na porta da mesma (onde havia mais espaço). Logo houve a necessidade da criação dos palcos (palco de justaposição e palco móvel). Neles eram encenados os dramas semilitúrgicos (séc XII ao XV) e o drama da moralidade (séc XV... retomada da temática da Antiguidade Grega). A dança (como espetáculo), o movimento, faziam parte do drama. Existiam paralelamente as danças sociais, feitas pelo povo e pela nobreza para diversão. Essas danças não puderam ser abolidas pela igreja, então foram incorporadas e restringidas.
Na Itália, por volta de 1500, nos intervalos desses dramas litúrgicos haviam apresentações diversas, performances de artistas. Esses intervalos, chamados de "intermezzo" fizeram tanto sucesso que o povo ia ao drama litúrgico somente para assistí-los. A dança então foi vista pela primeira vez como arte, com dançarinos em cima do palco e a platéia assistindo. Surgem na Itália os primeiros tratados sobre dança, os primeiros mestres e os primeiros instrutores. Nessa época surgiu também o que chamamos hoje de "palco italiano".
A corte mais rica era a corte francesa e esta começou a levar os artistas italianos e suas idéias para a França. A Itália tinha as seguintes danças: brando, galliard, coranto, balli, quadrilha, contradança, entre outras. Os franceses então resolveram chamar estas todas de "ballet".
Quem mais contribuiu com a dança na França dessa época foi a rainha Catherine de Médici. Ela era muito poderosa e amava a dança. Surgiu então o "Ballet de Cour", ou seja, o Balé da Corte. O primeiro espetáculo foi o "Ballet Comique de la Reine" que começava às 10 da noite e terminava às 3 da manhã. Foi coreografado pelo italiano Baltasarini, conhecido na França por Beaujoyeulx. Esse espetáculo reunia dança, música e poesia sobre um tema de tragédia clássica. Com muito fausto, carros alegóricos e fantasias o balé italiano ganhou maior unidade dramática e os enredos medievais foram substituídos pelos da mitologia greco-romana. Mas tanto no balé abstrato quanto no balé dança dramática a forma criou sua linguagem própria, montada sobre uma série de posições e movimentos convencionais, de ensino rígido e aprendizado obrigatório. Muitos desses movimentos, que são como que o alfabeto ideográfico do balé, são conhecidos no mundo inteiro pelos nomes franceses: "pointe" = dançar nas pontas dos pés, "pas de deux" = dança a dois, "entrechat" = salto em que os pés cruzam no ar mais de uma vez rapidamente.
A estrutura dos Balés de Corte consistia em 2 partes distintas:
1- "Entrees" - parte profissional com um tema mais ou menos desenvolvido, coreografia complexa. Era realizada por profissionais e por membros da corte (que também ensaiavam).
2- "Grand Ballet" - parte social, dançada por todos os presentes, sem refinação coreográfica. Era uma grande improvisação com a participação do público.
Haviam 3 tamanhos de ballet: o "Ballet Royal", com 30 "entrées", o "Ballet Fino", com 20 "entrées" e o "Ballet pequeno", com 10 "entrées".
O Balé teve seu apogeu com o Rei Luís XIV. Este soube atrair os maiores talentos do reino para seus espetáculos. Pécourt e Beauchamp encarregavam-se das danças, enquanto Lully, violinista e bailarino, compunha a maior parte das músicas. Luís XIV fundou em 1661 a academia Real de Dança transformada em academia Real de Música e Dança (1669). O balé passou então, definitivamente da corte para o teatro. Consistia ainda em uma série de danças executadas ao som do canto e música com argumento mitológico. Os artistas eram sempre do sexo masculino, inclusive para papéis femininos. Em geral usavam máscaras e trajes que embaraçavam os movimentos e dificultavam a respiração.
A academia realmente importante foi a "L'Académie d'Ópera" (Ópera de Paris) criada por Jean Baptist Lully. Em 1681 Lully incluía pela primeira vez mulheres como bailarinas em sua obra "Triunfo de Amor". Não era comum mulher dançar pois era considerado coisa própria de homem. Os passos nessa época eram todos "a terre", isto é, baixos e sem saltos. Foi o grande bailarino Ballon que incorporou os grandes saltos à técnica rudimentar. Coube a Charles Louis Beuchamp elaborar as 5 posições dos pés, que até hoje continuam básicas, enquanto Raoul Feuillet realizou a primeira tentativa de notação da dança, com sua "coreografia" ou "arte escrever a dança".
O Rei Sol como era chamado Luís XIV era o solista- protagonista de todas as encenações lembrando que outros membros da corte participavam do Ballet junto com os profissionais. A sua morte tirou de cena os membros da corte. Com a morte de Luís XIV o balé tornou-se profissional e a Ópera de Paris converteu-se no centro mundial da dança durante todo o séc. XVIII.
Nesse momento surgiu a figura da primeira bailarina; elas tiveram papel muito importante para o desenvolvimento da dança, criando passos, mudando figurinos, melhorando a performance etc. Porém, nenhuma delas chegou ao estatus de "coreógrafa" ou "mestre de ballet". Marie Camargo criou o "entrechat à quatre", o "jeté" e o "Pas de basque", encurtou os vestidos até acima dos tornozelos, escandalizando as platéias, e calçou sapatos sem saltos!!! Marie Sallé aboliu o penteado alto e adornado, o corpinho justo e a saia balão: soltou os cabelos e vestiu uma espécie de túnica de musseline branca.
Uma figura importantíssima da dança do séc. XVIII foi Jean-Georges Noverre, reformador cuja obra principal (além de inúmeros bailados) foi "Lettres sur la danse ballets"(http://www.lubranomusic.com/cgi-bin/lubrano/11500), uma exposição de leis e teorias do balé, até hoje considerada a melhor do gênero.
Noverre foi o primeiro a argumentar que o balé não era um "mere divertissiment", mas uma obra nobre, destinada à expressão e ao desenvolvimento de um tema. Assim, foi o verdadeiro criador do "Ballet D'Action", ou balé dramático, onde toda a história se conta por meio de gestos e não pelo canto ou declamação. Noverre reclamava maior expressão integrada na própria dança, maior simplicidade e comodidade nos trajes, mais vastos conhecimentos para os "maitres-de-ballet" (especialmente de anatomia), a necessidade de um tema de fundo para cada balé e não meras danças esparsas e mecânicas. A esse tempo salientaram-se os grande bailarinos Gaetano Vestris e Augusto Vestris, também criadores de novos passos.
No final o séc. XVIII e início do séc. XIV surge o movimento "Romantismo" nas artes. Caracterizou-se pelo exagero, magia, emoção, imaginação, paixão, individualismo, originalidade. No teatro foi criado o "Melodrama". A peça "Os três mosqueteiros" é dessa época. Nesse momento ocorria a "Revolução Francesa" na política. A maioria dos ballets de repertório que conhecemos e encenamos hoje foram criados durante o Romantismo. Então, aquilo que chamamos de "ballet clássico" é, na verdade, um "ballet romântico", pois não é da época do Classicismo. Porém, o termo "clássico" é usado no sentido de uma coisa que tem valor por resistir ao tempo, algo "consagrado" pelo tempo.
Jules Perrot (1810- 1892) criou "Giselle" e "La Esmeralda"
Arthur Saint Léon (1821-1871) criou "La Fille de Mabre" e "Le Violin du diable" e "Coppélia"
Marius Petipá (1818-1910) criou "A Bela Adormecida", "Dom Quixote", "O Espelho Mágico".
Por volta de 1850, quando surgiu o Realismo e posteriormente o Naturalismo, o balé insistiu em manter o Romantismo. Com isso ele decaiu e é por isso dançamos até hoje coreografias românticas de repertório, pois estas representam o auge do balé.
Veja a seguir no you tube uma cena e documentário de 1972 com Yvette Chauvire Rudolf Nureyev Cyril Atanassoff in Giselle Scenes from acts 1 & 2 Paris Opera Ballet

http://www.youtube.com/watch?v=QQFujJbuppY



Bibliografia para História da Dança
Garaudy, Roger. Dançar a vida. Ed. Nova Fronteira. Compre: http://www.livrariaresposta.com.br/v2/produto.php?id=27574
Bourcier, Paul. História da Dança no Ocidente. Ed. Martins Fontes, 1987. Compre: http://compare.buscape.com.br/historia-da-danca-no-ocidente-bourcier-paul-8533614756.html

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fotos dia a dia do curso de pas de deux/ pegadas


Júnior Gadelha e eu demonstrando aos alunos

tirando dúvidas...

olha aí o resultado: Júlia e Emerson arrasaram!


Ronaldo e Pamela



Renato e Cyntia



Pamela e Ronaldo

Cyntia e Emerson

Julia e Emerson

Cassiano e Maria Cecília


Eu e Ronaldo

Ieda e Rogério

Aninha e Emerson...

arrasaram...

...na apresentação final




Ieda e Fábio

domingo, 17 de janeiro de 2010

Curso de Férias - Pas de deux/ pegadas

Curso de férias: Pas de Deux/ pegadas - Com a professora Renata Sanches e bailarinos convidados
Data: 18 a 22 de Janeiro de 2010
Hora: das 20 às 21 horas
Local: Carla Lazazzera academia de dança. Alameda Itu, 167, sala 27 - fone 11- 3284-4473
Investimento: R$100,00 o curso ou R$25,00 a aula avulsa
Ainda temos vagas!

O curso é indicado para bailarinos e dançarinos de ballet, jazz, contemporâneo, tango e dança de salão interessados (as) em iniciar ou aprimorar suas capacidades para "pegadas".
No curso trabalharemos:
- enfrentando o medo
- explorando o contato
- descobrindo possibilidades de encaixes
- treinamentos de pegadas tradicionais/ específicas
- treinamento de piruetas para pas de deux clássico
- tirando dúvidas sobre movimentos que já faz

Quer levar o curso de Pas-de-Deux com a professora Renata Sanches e bailarinos convidados para sua cidade ou academia? Deixe seu e-mail abaixo em "comentários" que entrarei em contato.

Pas de deux - o que é?

Pas de deux - termo do ballet clássico que, em francês significa "Passo de dois". É o trecho do ballet dançado por um bailarino e uma bailarina. O Pas de deux completo é chamado de Grand Pas de deux ou  Grand Pas e é composto de um entrée, um adagio, variação masculina, variação feminina e a coda.
Veja um exemplo de Grand Pas neste video do Ballet Kirov que encontrei no You Tube para entender melhor:
http://www.youtube.com/watch?v=d1ZoNUr9rY4

Ao dançar com um parceiro a bailarina pode saltar mais alto, tomar posições que ela nunca seria capaz de sozinha, e "flutuar" sobre o palco. Uma parceira permite a um bailarino estender sua linha e mostrar sua força. No Pas de Deux, o homem, muitas vezes não está em uma posição balé ou parece não estar dançando em tudo. Ele pode fazer isso porque o público vai olhar quase que somente a bailarina; mas agora que você leu isso, tenho certeza que você vai assistir o homem da próxima vez que for para o balé para ver se é realmente verdade. O homem age como um "terceiro pé" para a bailarina, equilibrando, levantando, e girando-a.
Quatro grandes áreas de estudo técnico em pas de deux são: promenades, elevações ou "pegadas", giros ou "piruetas" e saltos, embora existam outros passos também. Uma promenade é quando a bailarina sobe em uma posição na ponta e o homem anda em torno dela, sustentando-a pela mão, fazendo-a girar. Uma promenade pode ser feita em uma posição e pode mudar durante seu curso. Você pode pensar que é muito simples de fazer uma promenade, quão difícil se pode andar por aí com alguém? No entanto, a bailarina deve se sustentar numa perna apenas, em equilíbrio e muitas vezes mantendo uma posição de attitude ou arabesque durante a promenade, e isso pode ser bastante difícil. Uma elevação é apenas o que diz: O bailarino levanta a bailarina. O número de elevações ou "pegadas" diferentes que podem ser feitas no Ballet é quase ilimitada. Um par de dançarinos pode fazer uma "pescada", onde o bailarino lança a bailarina no ar e a pega em uma posição de arabesque, coma perna de baixo dobrada, e com as costas em um enorme cambré,(parecendo-se com um peixe). Estas elevações são alguns dos movimentos mais inspiradores de balé e um dos mais exigentes. Ao fazer giros com um parceiro, é a mulher que o faz,  geralmente algum tipo de pirueta. Ao fazer uma pirueta comum com um partner, o bailarino vai estar  atrás da bailarina e ele vai ajudá-la a se estabilizar e também ajudá-la a girar, com as mãos na cintura dela. Ao fazer piruetas desta forma uma mulher pode fazer muito mais do que ela normalmente seria capaz sozinha. Saltos podem ser muito divertidos, cansativos, ou até assustadores, dependendo do tipo de salto que um casal está fazendo. Saltos comuns são aqueles onde a bailarina pula e o cavalheiro simplesmente ergue para fazê-la subir, não envolve muito risco, mas pode ser cansativo depois de um tempo. Estes saltos são normalmente usados como um aquecimento na aula e não realizado no palco. Alguns dos saltos mais arriscados seriam mais bem descritos como "salto e pegada". Estes seriam aqueles nos quais a bailarina salta sozinha para os braços do cavalheiro. Tais movimentos trazem sempre um suspiro da platéia.

Como o Ballet clássico é muito antigo, sua técnica dá base e inspira muitas danças, tanto acadêmicas como sociais ou populares. No contemporâneo temos duos, e outras formações (trios, quartetos, conjuntos) que usam pegadas. Para algumas, empresta-se a técnica do clássico, para outras, usa-se técnicas contemporâneas como por exemplo o contato-improvisação. Veja a seguir um vídeo do "Grupo Corpo" para visualizar melhor exemplos de pegadas utilizando técnicas clássica e contemporânea:
http://www.youtube.com/watch?v=R86vh-mWPdM&feature=related

Veja o Pilobolus dance theater:
http://www.youtube.com/watch?v=yPrgTV2hSTo&feature=related

E até onde eles podem chegar! Incrível!:
http://www.youtube.com/watch?v=1-6z9v05mDw&feature=channel


Dicas:
Para promenades: Equilibre-se sozinha e utilize do apoio do seu parceiro apenas para conduzir seu giro!
Para saltos: façam o plié juntos para conseguir a maior elevação!
Para piruetas: bailarina, fique no eixo sozinha! Bailarino: gire-a sem tirá-la do eixo!
Para pegadas em geral: utilize os encaixes que suas articulações proporcionam!
Lembre-se: eixo, sincronismo, encaixe são as palavras-chave!